sábado, 9 de agosto de 2008

Cai chuva no poço da memória, deixando o silencio escorrer a toda a tristeza numa gota de mel.
Caem pétalas nos remoinhos de amílscar, nos rios e na metamorfose de uma casa.
Casa onde ser criança era apenas um fim de tarde.
No telhado dessa casa viva uma mulher que dançava de dia e de noite, e que só o respirar em movimento cobria de serenidade a essência do sangue.
Debaixo do chão, um felino branco delirava em segredo e com ele permanecemos doentes e descalços no chão de pedra lisa da cave e no gotejar de adrenalina que devagar, criara mais um poço de memória.