A areia trespassava-me os dedos.
A água brilhava, noctívaga.
A brisa deambulava docemente entre os cabelos louros, executando graciosas coreografias de bailados invisíveis.
Fedia a medo e a pavor.
Ouvia-se, no mar trepido e longínquo,
Os gritos afogados na doce melancolia.
Entoando cânticos de socorro.
A noite era linda como sempre
Os anjos infernais caminhavam sobre o vislumbre aquático,
com mantos pesarosamente escuros.
São flores mortas e murchas no paraíso.
Eram silenciosos e apenas o terrível ofegar se manifestava.
Iam caindo, como tordos alvejados.

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