Alice foge da dança de sentidos, da sombra do corpo.
Transforma o peso da terra e da chuva em sentimentos perdidos no tempo.
Faz buracos na pele e corre pela casa escura.
Ninguém te viu partir Alice.
Porque fugiste, em que lugar sombrio estarás, sem mim?
Alice abre os olhos húmidos, colhe pétalas de Absinto no profundo calor do dia.
Imagina a liberdade fluir no sangue e voa .
Voa com Isa Bel a seu lado.
Porque hoje Isa Bel deixou o negrume do coração numa estrada onde ninguém passa apressado.
Alice e isa Bel dão as mãos e sorriem.
São felizes, são felizes.
Perdi-me, sem Alice não sei em que mundo vivo, nem o meu nome sei.
Quero encontrar Alice e beijar-lhe o calor dos lábios e levá-la para dentro de mim novamente.
Alice sonha com a memória do ventre, com o coma da dança, com a fervura do corpo labiríntico.
Onde estás?
Encontrei Alice, encontrei-a num caixote do lixo, encontrei-a acorrentada a outros corpos.
Grito.
Choro.
Fujo com Alice da dança dos sentidos, deixamos de ser crianças ou humanos, vivemos na doença da alma, caímos e ferimos os joelhos, choramos.
Finalmente, sentimos.
Assinar:
Postar comentários (Atom)

Nenhum comentário:
Postar um comentário