Cinco portas escarpadas na minha garganta respiram, labaredas quentes. Do enxofre ergue-se a lava da sereia que força a droga dos mares e das sinfonias poluídas a consumirem-se em sal. Faz milhares de filhos com o vento, deles nascem os abismos transparentes, espuma nos meus cabelos em destruição. as suas mãos procuram o sexo da lua por debaixo das laranjas amnésicas. O ar frio cai nos pés e o esperma vai-se dissolvendo na boca que ferve. as mãos rasgam-se nos espinhos do sol, enquanto os mortos gelam nas fogueiras inquisitoriais.
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